Jérri Roberto Marin - UFMS
Este artigo propõe-se analisar a formação histórica do sul de Mato Grosso a fim de compreender a sociedade que se gestou e o perfil humano por ela modelado. O sul de Mato Grosso, região fronteiriça, limítrofe, extremo oeste do Brasil, apresenta um universo cultural diverso e particular. Fronteiras geográficas, históricas e sociológicas não podem ser delimitadas com precisão, principalmente quando podemos ter cada um dos nossos pés assentados em um dos lados da fronteira.
Como corredor, ponto de passagem, de convivência e troca de experiências, surgiu a heterogeneidade, traduzida no seu bilingüismo, nos ritmos musicais, nos costumes, na religiosidade e na existência de um outro “país” abrigado no sul de Mato Grosso. Almir Sater e Paulo Simões, na Guarânia Sonhos Guaranis, nos fazem lembrar que, se não fosse a Guerra do Paraguai, o sul de Mato Grosso seria um outro país e que somos moradores da fronteira onde o Brasil foi Paraguai.[1] Após o término da Guerra, surgiu um Brasil paraguaio, onde os brasileiros eram “estrangeiros”. Os paraguaios e indígenas, conhecendo minuciosamente a região, serviam de guias para os brasileiros, mesmo para os militares, desconhecedores daquela porção do território brasileiro.
Como fronteira com o Paraguai e Bolívia, conserva matizes culturais específicos por abrigar em seu território grandes diferenças. As contribuições da cultura indígena somaram-se à paraguaia, boliviana, andina, européia e brasileira. As dessemelhanças culturais e a diversidade étnica permitiram a conjugação de diferentes acervos, memórias e tradições, resultado de trocas e do convívio intercultural cotidiano e da transformação das diferenças através de choques, tensões e resistências.
O processo de ocupação do sul de Mato Grosso foi marcado desde o princípio por congregar aventureiros procedentes de várias regiões do Brasil e do exterior.[2] O Estado, interessado no povoamento e em suprir a falta de mão-de-obra, incentivava a colonização e o comércio. O porto de Corumbá e os campos propícios à pecuária atraíram migrantes nacionais e estrangeiros. Corumbá, principal centro comercial do Estado, recebeu influência platina e européia. O complexo arquitetônico denominado “casario do porto”, em estilo neoclássico italiano, foi construído entre o final do século XIX e início do XX. O casario chama atenção pelo ecletismo da arquitetura e pela sofisticação das construções. O cosmopolitismo de Corumbá poderia ser observado no estilo de vida dos imigrantes e no traçado urbano, com seus jardins e passeios públicos.
A construção da ferrovia Noroeste do Brasil (1908-1953) facilitou os fluxos migratórios, tornando o sul de Mato Grosso mais heterogêneo e plural.[3] Na década de 20, foram realizadas várias obras de caráter estratégico e militar no sul de Mato Grosso. Os militares procediam sobretudo do Rio de Janeiro. Corumbá recebeu o sotaque carioca, o gosto pelo carnaval de rua e pelos terreiros de umbanda e candomblé. Os projetos colonizadores a partir de 1930 tornaram ainda mais complexas as contribuições e diferenças. Gentes de todo o país e imigrantes passam a povoar o sul de Mato Grosso, resultando numa efervescência cultural.
A fronteira com o Paraguai, seca ou fluvial, permitia vários pontos de passagem entre os dois países, principalmente entre Ponta Porã e Bela Vista. As instabilidades políticas e econômicas e o endividamento externo foram fatores que contribuíram para a continuidade do fluxo imigratório.[4] Nas conjunturas desfavoráveis, muitos paraguaios, fugindo da guerra e crises econômicas, atravessavam a fronteira e refugiavam-se no Brasil. Em geral, os paraguaios não tinham residência fixa e deslocavam-se constantemente por todo o sul de Mato Grosso procurando trabalho[5]. Ao transporem as fronteiras, constituem parte considerável, porém flutuante da população. As estradas que davam acesso aos povoados e às cidades fronteiriças eram formigueiros de transeuntes paraguaios, em geral em grupos grandes, ordinariamente a cavalo[6]. Enfim, no sul de Mato Grosso as vozes, falas, cores, risos, cheiros, roupas, sons e rostos lembravam o Paraguai.
A grande extensão das fronteiras e a inexistência de policiamento permitiam também o livre trânsito de mercadorias, produtos, animais, e doenças.[7] No ir e vir da fronteira, muitos aspectos culturais foram assimilados, reelaborados e fundidos. A situação fronteiriça possibilitou uma grande integração intercultural em toda sua multiplicidade e diversidade. Culturas diferentes conviviam e confrontavam-se. Guimarães Rosa testemunhou, em sua viagem pelo sul de Mato Grosso, as diferenças e trocas culturais. As contribuições culturais paraguaias foram “rebrasileiradas”, como reportou em Sanga Puytã:
O Paraguai, individualizado, talvez já pronto, é extravazante; o Brasil, absorvente, digeridor, vai assimilando todos os elementos, para se plasmar definitivamente. Onde só se bebia mate e se bailava ao som da polca e do santa-fé, passaram a tomar café e dançar samba. ‘O Paraguai está recuando...’- dizia alguém, jovialmente, como se comentasse uma partida de esporte. Mas tudo se passa num estilo harmonioso, convivente. Em Dourados, uma mulher mostra seu filho, menino teso como guaicuru: - ‘Paraguayo, no Brasilerito!...’.[8]
As uniões interétnicas tornaram-se freqüentes formando uma numerosa população mestiça. Lévi-Strauss observou que na Fazenda Francesa misturavam-se as “tradições brasileira, paraguaia, boliviana e argentina”. Os diretores, dois franceses, “haviam adotado o traje do pampa: chapéu boliviano [...] e o ‘chiripá’[...]. Nos dias mais frios, substituíam o ‘chiripá’ pelas ‘bombachas’”.[9] Muitos fazendeiros, militares e estrangeiros notabilizaram-se por deixarem incalculável número de descendentes de todas as cores. O pantaneiro e fronteiriço tem pele morena escura, cabelos lisos e traços faciais delicados, resultado da miscigenação daquele caldeirão cultural.
Em todo o sul de Mato Grosso se desenvolveu o gosto por melodias paraguaias. Guimarães Rosa observou que “o violão, para o paraguaio, [era] arma de combate e ferramenta de lavoura. Se verdadeira, bela [era] a história, se imaginada, ainda mais”.[10] O churrasco, acompanhado da mandioca, é considerado tipicamente fronteiriço, principalmente quando acompanhado por tereré e músicas paraguaias.[11] A mandioca fazia parte da dieta alimentar dos paraguaios e indígenas e se consolidou como alimento típico do Mato Grosso. A sopa paraguaia, a chipa e as chalanas são contribuições paraguaias. A preponderância paraguaia manifestava-se também na indumentária, na utilização da moeda, nas festividades, na religiosidade e no culto cívico aos seus heróis. A Nossa Senhora de Caacupé, padroeira do Paraguai, tinha inúmeros devotos no Brasil. No trabalho e no lazer, sempre em torno do tereré ou do chimarrão, o sul-mato-grossense mantinha uma alegria ruidosa, festiva, intrépida, manifestada por gritos, gargalhadas e tiros de regozijo.[12] Esses gostos e valores incorporaram-se à identidade sul-mato-grossense.
Naquela zona de osmose, fronteiriça e mista, a língua predominante era o guarani, seguido pelo castelhano. O português era pouco empregado.[13] Havia línguas bizarras, como o “portunhol,” falado pelos visitantes, sejam estrangeiros ou brasileiros. Falava-se ainda várias línguas e dialetos tornando a região numa nova “Babel”. De ambos os lados da fronteira, após uma polca alegre, se ouviam aplausos bilíngües, trilingües. Nas corridas de cavalo, o juiz de partida gritava a ordem de largada em guarani e repetia logo após em castelhano e português.[14] Na ausência de padres, os “rezadores”, responsáveis pelos atos religiosos, eram escolhidos entre os mais velhos dos participantes da festa e principalmente entre aqueles que dominavam o guarani e o castelhano, assim sua fala seria compreendida por todos. No final da década de 40, Nelson Werneck Sodré afirmou que, das três línguas utilizadas no sul de Mato Grosso, o guarani era continuava sendo a mais empregada. Até mesmo os comandantes militares misturavam as línguas castelhana e guarani. Neste período, o desconhecimento da língua guarani ainda trazia embaraços aos viajantes.[15]
As trocas culturais fronteiriças e a formação histórica do sul de Mato Grosso geraram uma sociedade e um perfil humano muito particular. Era uma sociedade militarizada, latifundiária, pastoril e extrativa. As lutas pela manutenção das fronteiras, pela posse das terras e pelo poder político, aliadas às atividades pecuaristas e extrativas, formaram uma sociedade regida por valores próprios e um homem com um estilo de vida peculiar. Havia uma predisposição na sociedade à luta, à violência e à guerra, pois os valores sociais que permeavam a sociedade tinham como referência à vida militar. As virtudes mais valorizadas eram as habilidades físicas e militares. O caráter belicoso da sociedade tornava valorizada socialmente a coragem pessoal e a impetuosidade. Serviços que dispensavam a utilização do cavalo e das armas eram desprezados.
Os migrantes eram quase sempre aventureiros movidos pela ambição sem escrúpulos e rodeios morais. O prestígio e a projeção social possibilitado pela posse da terra eram mais importantes que sua rentabilidade.[16] No âmbito regional formou-se uma elite rural cujo prestígio estava assentado na propriedade das terras e nas armas.
A vida campeira e o gosto pela liberdade e mobilidade física tornavam o homem sul-mato-grossense pouco receptivo às normatizações que buscavam cercear seu modo de vida e costumes ancestrais. A localização da capital Cuiabá, ao norte do Estado, dificultava o controle da fronteira e a presença do Estado. Também contribuíram para isto a autonomia dos grandes proprietários rurais, a baixa densidade demográfica e a inexistência de comunicações terrestres entre os povoados e centros urbanos. O Estado era representado por algumas instituições fiscais e militares que não exerciam nenhum controle por falta de pessoal, pelas distâncias e pelo isolamento. Este fator dificultou a presença do Estado e das instituições a ele vinculado. Essa fluidez permitiu outras formas de exercícios de poder exercidas pelos grandes proprietários rurais. As milícias armadas dos grandes proprietários rurais fortaleciam seu poder de mando, asseguravam a manutenção dos seus privilégios e interesses pessoais e davam garantias à propriedade privada, que desejavam ver respeitada e instituída. Neste sentido, preservava-se o caráter belicoso da sociedade, o predomínio do militar sobre o civil e as relações de mando baseada na hierarquia e na violência.
O poder privado dos grandes proprietários não se sobrepunha ao estatal. Era um poder complementar que não era considerado como ameaça, pois os pecuaristas controlavam a política estadual, e a manutenção da segurança nas fronteiras necessitava da colaboração dos fazendeiros. Neste sentido, a sociedade ficou infensa às normas administrativas, ao poder público, aos agentes do governo e da polícia. A sociedade tinha sua própria disciplina e moralidade, as quais distanciavam-se dos padrões estabelecidos pela sociedade burguesa.
A Igreja Católica, por exemplo, foi uma das instituições que encontrou grandes dificuldades para se estabelecer. Na sociedade predominava um indiferentismo religioso e uma mentalidade e opinião pública anti-religiosa e anticlerical. Havia pouca predisposição por parte dos homens e das mulheres em internalizar as normatizações do catolicismo e de manifestá-las publicamente. A religião não ocupava um lugar destacado no cotidiano individual, pois os indivíduos não estavam propensos às restrições normativas da Igreja Católica que pudessem interferir, modificar seus hábitos e sua liberdade de vida. As normas, determinações e conselhos da Igreja Católica não eram aceitos pela sociedade sul-mato-grossense, que estava fora do seu controle. O indiferentismo religioso e o veto à vivência pública da fé incluíam homens, mulheres e crianças. Enfim, No sul de Mato Grosso, o catolicismo ocupava uma posição de lateralidade, tornando a presença da Igreja Católica fluída e o controle da sociedade pouco eficaz.[17]
A partir da década de 20, as elites governantes preocuparam-se em integrar a região à nacionalidade. Inúmeros empreendimentos tinham a preocupação estratégica de interligar o Mato Grosso ao “corpo do Brasil”, do qual estaria “divorciado”. Para as elites, o sul de Mato Grosso seria um Brasil “exótico e deformado”. Os hábitos e costumes seriam opostos às tendências nacionais. A elite dirigente preocupava-se com a rarefação demográfica, com a presença numerosa de estrangeiros, com a pouca recorrência da língua portuguesa, com a presença de empresas estrangeiras, com a falta de vias de comunicação, com a fragilidade da defesa das fronteiras e com a incapacidade do Estado de impor sua autoridade e disciplina. As mediadas políticas, econômicas, sociais e culturais visavam integrar, homogeneizar culturalmente, com o fim estratégico de preservar a unidade territorial. A ligação do sul de Mato Grosso, via fluvial com a bacia platina era vista como antibrasileira e desnacionalizante. Entre as primeiras iniciativas governamentais que procuraram quebrar o isolamento e a diferenciação cultural encontram-se a construção da ferrovia Noroeste do Brasil, de vias de comunicação, telégrafo e quartéis militares.
Os paraguaios ao transporem a fronteira lembram os brasileiros de uma verdade da qual todos pareciam esquecer: de que ali era a fronteira do Brasil ou ali terminava o Brasil. Em Ponta Porã, os paraguaios ao transporem a Avenida Internacional, que separa de Pedro Juan Caballero, acentuavam: “Ahora vamos al Brazil”. Ou em Bella Vista, no Paraguai, ao embarcar na chalana para atravessar o rio Apa, que conduz à Bela Vista no Brasil, se expressavam: “yo voy al Brazil”.[18] Os paraguaios tornaram-se num outro que ameaça, transgride e corrompe.
A política territorial, com vista à nacionalização das fronteiras, intensificou-se com a “Marcha para o Oeste”, no governo de Getúlio Vargas. Os projetos colonizadores objetivavam diminuir os regionalismos, fechar as fronteiras à imigração, ocupar os “espaços vazios”, integrar a região à nação e instituir a presença do Estado e das leis. Como resultado, a partir da década de 40, o sul de Mato Grosso experimentou um rápido crescimento populacional, aumentando a complexidade social. Ao lado da sociedade patriarcal, latifundiária, pastoril e extrativa, com valores e modo de vida próprio, formou-se uma nova sociedade, diversa e com características opostas em termos material e social.[19] Ao lado dos latifúndios, formou-se uma estrutura social sedimentada na pequena propriedade e na economia familiar. O Mato Grosso tornou-se a “nova Califórnia”, a Canaã do Oeste, terra de infinitas riquezas e possibilidades.
As iniciativas homogeneizantes do governo devem ser relativizadas. Os migrantes incorporaram vários valores culturais da sociedade sul-mato-grossense, não correspondendo às expectativas governamentais. Muitos dos valores culturais da formação histórica interessavam aos migrantes e tornaram-se preponderantes.
A fronteira como limiar, espaço vivo, variável, móvel, dinâmico, de osmose e misto revela seu aspecto precário, que ainda está para ser preenchido. Os sul-mato-grossenses, por terem sido forjados nas lutas fronteiriças e disputas pela posse da terra, tendem a valorizar a hierarquia, as disputas, as relações de mando e o espírito bélico e guerreiro. Esses valores permaneceram e ainda hoje são visíveis na sociedade. Assim, o Mato Grosso do Sul, por herança cultural e como corredor cultural e ponto de passagem, herdou esses valores e intercâmbios. Guimarães Rosa, ao dirigir seu olhar para o Mato Grosso, notou uma “gente sadia e brava”, que construiu um mundo “autêntico de sentimentos, pitoresco, variado e sincero”[20].
Referências Bibliográficas:
BARROS, Abílio Leite de. Gente pantaneira: (crônicas de sua história). Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 1998.
DONATO, Hernani. Selva Trágica: a gesta ervateira no sulestematogrossense. São Paulo: Autores Reunidos Limitada, 1959.
LÉVI-STRAUSS, Claude. Pantanal. In: Tristes Trópicos. Trad. Rosa Freire D’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
MARIN, Jérri Roberto. A Igreja Católica em terras que só Deus conhece.In: VI Ciclo de Literatura do Curso de Letras - Centro Universitário de Dourados. 1998. (mimeogr.)
MELO E SILVA, José de. Fronteiras Guaranis: com um estudo sobre o idioma guarani, ou ava-ne-ê. São Paulo: Imprensa Metodista, 1938.
ROSA, João Guimarães. Hipotrélico. In: Id. Tutaméia: terceiras estórias. 7.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. 76-81p.
_____. Sanga Puytã. In: Id. Ave Palavra. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978. 17–23p.
SATER, Almir, SIMÕES, Paulo. Sonhos Guaranis. In: Jubileu da Guarânia: 1927-1977 (disco). Almir Sater. São Paulo: Fermata do Brasil – Editores de Música, 1982. Disco-laser, estéreo, 5 pol.
SODRÉ, Nelson Werneck. Oeste: ensaio sobre a grande propriedade pastoril. Rio de Janeiro: José Olympio, 1941.
[1] A fronteira geográfica entre o Brasil e Paraguai foi definida após a Guerra do Paraguai com a anexação, em favor do Brasil, de terras pertencentes aquele país. Almir SATER, Paulo SIMÕES. Sonhos Guaranis. In: Jubileu da Guarânia: 1927-1977 (disco). Almir Sater. São Paulo: Fermata do Brasil – Editores de Música, 1982. Disco-laser, estéreo, 5 pol.
[2] Predominavam paraguaios, argentinos, uruguaios, alemães, franceses, ingleses, noruegueses, árabes, belgas, sírios, libaneses e japoneses. Entre os brasileiros, os mineiros, cearenses, baianos, paulistas, goianos, paranaenses, catarinenses, sul-rio-grandenses e as populações indígenas.
[3] Eram japoneses, sírios, poloneses, judeus, húngaros, alemães, portugueses.
[4] Nas cidades fronteiriças a maioria da população era de paraguaios. Durante a revolução de 1947, milhares de refugiados imigraram para o Brasil.
[5] Os paraguaios empregavam-se em inúmeras atividades, como mão-de-obra desqualificada em atividades que exigiam força física e de baixa remuneração. Eram serviços eventuais, à margem do mercado regular de trabalho ou excluído dele.
[6] José de MELO E SILVA. Fronteiras Guaranis: com um estudo sobre o idioma guarani, ou ava-ne-ê. São Paulo: Imprensa Metodista, 1938, p. 126.
[7] Na década de 50, as autoridades ainda denunciavam a presença desses bandos armados, formados por brasileiros ou paraguaios, que praticavam saques e assassinatos gerando um clima de insegurança e denunciando a fragilidade da defesa na área fronteiriça. O isolamento, a impunidade, a certeza de fuga no outro lado da fronteira e a ineficácia das medidas para reprimir implementadas pelo Estado permitiu que a violência, a criminalidade, a intranqüilidade pública permanecesse.
[8] João Guimarães ROSA. Sanga Puytã. In: Id. Ave Palavra. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, p. 19.
[9] Claude LÉVI-STRAUSS. Pantanal. In: Tristes Trópicos. Trad. Rosa Freire D’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 155-6.
[10] João Guimarães ROSA. Sanga Puytã. In: Id. Ave Palavra. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, p. 20.
[11] Tereré é uma mistura de erva mate e água fria, sorvida de uma cúia (em geral feita dos chifres de bovinos), por meio de uma bomba de metal.
[12] Abílio Leite de BARROS. Gente pantaneira: (crônicas de sua história). Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 1998, p. 139.
[13] José de MELO E SILVA. Fronteiras Guaranis: com um estudo sobre o idioma guarani, ou ava-ne-ê. São Paulo: Imprensa Metodista, 1938, p. 122-123.
[14] Hernani DONATO. Selva Trágica: a gesta ervateira no sulestematogrossense. São Paulo: Autores Reunidos Limitada, 1959, p. 161.
[15] Nelson Werneck SODRÉ. Oeste: ensaio sobre a grande propriedade pastoril. Rio de Janeiro: José Olympio, 1941, p. 189.
[16] Abílio Leite de BARROS. Gente pantaneira: (crônicas de sua história). Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 1998, p. 15, 90.
[17] Jérri Roberto MARIN. A Igreja Católica em terras que só Deus conhece.In: VI Ciclo de Literatura do Curso de Letras - Centro Universitário de Dourados. 1998. (mimeogr.)
[18] José de MELO E SILVA. Fronteiras Guaranis: com um estudo sobre o idioma guarani, ou ava-ne-ê. São Paulo: Imprensa Metodista, 1938, p. 273-274.
[19] A maioria dos migrantes era procedente do Nordeste, Sudeste e Sul.
[20] Guimarães ROSA, s.n.t.